Alimentação dos paraenses ficou 11% mais cara em 2010 Os paraenses continuam pagando caro pela alimentação básica. Em 2010, o reajuste chegou a 11%, puxado principalmente pelos aumentos abusivos na carne bovina, farinha de mandioca e feijão. Composta por 12 produtos, a cesta básica custou R$ 226,09 em dezembro, com uma alta de 0,93% em relação a novembro. De acordo com o Dieese/PA (Departamento Intersindical de Estatísticas e Estudos Socioeconômicos do Pará), o custo da cesta básica para uma família padrão paraense, composta de dois adultos e duas crianças, ficou em R$ 678,27, sendo necessários, portanto, cerca 1,32 salários mínimos para garantir as mínimas necessidades do trabalhador e sua família, somente com alimentação. Ainda com base na pesquisa da cesta básica do mês de dezembro, para comprar os 12 itens da cesta, o trabalhador paraense comprometeu quase 49% do salário mínimo de R$ 510 e teve que trabalhar 97 horas e 32 minutos das 220 horas previstas em Lei. 2010 - De janeiro a dezembro de 2010, o balanço mostra que mesmo com algumas quedas verificadas ao longo do ano, o preço da alimentação básica dos paraenses ainda continua muito alto. Em 2010, a cesta básica dos paraenses apresentou um reajuste de preço acumulado de 10,65%, quase o dobro da inflação oficial calculada pelo IPCA/IBGE (5,91%) para o mesmo período. Este reajuste acumulado em 2010 é o terceiro maior da década, só perdendo para o verificado em 2002 e 2007. Ano passado, a maioria dos produtos que compõem a cesta básica dos paraenses apresentou alta de preços. As mais expressivas ocorreram nos seguintes produtos: feijão, com alta de 90%; farinha de mandioca, com um crescimento de 33,96%; carne bovina, com 31,24%; açúcar, com 24,66%; banana, com 12,65%; leite, com 5,48%; e pão, com 4,42%. No mesmo período, alguns produtos da cesta apresentaram recuo de preços. A maior redução foi registrada no tomate, com queda de 29,56%. Estimativa - A pesquisa mostra ainda que, com base no maior custo apurado para a cesta básica nacional e levando em consideração o preceito Constitucional, que estabelece que o salário mínimo deva ser suficiente para alimentar o trabalhador e sua família, suprindo suas necessidades com alimentação, educação, moradia, saúde, vestuário, higiene, transporte, lazer e previdência, o Dieese estima, mensalmente, o valor do salário mínimo necessário. No mês de dezembro, o salário mínimo oficial foi de R$ 510, mas o necessário para atender os preceitos constitucionais para uma família deveria ter sido de R$ 2.227,53. 'Este valor é cerca de 4,3 vezes maior que o salário mínimo de R$ 510, que vigorou até 31/12/10', disse Roberto Sena, supervisor técnico do Dieese/PA. Segundo o departamento, o valor do salário mínimo necessário é calculado de acordo com a determinação da Lei que estabeleceu os valores da Cesta Básica Nacional (decreto-lei N. 399/38) e também com base nos preceitos Constitucionais que norteiam o salário mínimo.

Os paraenses continuam pagando caro pela alimentação básica. Em 2010, o reajuste chegou a 11%, puxado principalmente pelos aumentos abusivos na carne bovina, farinha de mandioca e feijão.

Composta por 12 produtos, a cesta básica custou R$ 226,09 em dezembro, com uma alta de 0,93% em relação a novembro. De acordo com o Dieese/PA (Departamento Intersindical de Estatísticas e Estudos Socioeconômicos do Pará), o custo da cesta básica para uma família padrão paraense, composta de dois adultos e duas crianças, ficou em R$ 678,27, sendo necessários, portanto, cerca 1,32 salários mínimos para garantir as mínimas necessidades do trabalhador e sua família, somente com alimentação.

Ainda com base na pesquisa da cesta básica do mês de dezembro, para comprar os 12 itens da cesta, o trabalhador paraense comprometeu quase 49% do salário mínimo de R$ 510 e teve que trabalhar 97 horas e 32 minutos das 220 horas previstas em Lei.


2010 - De janeiro a dezembro de 2010, o balanço mostra que mesmo com algumas quedas verificadas ao longo do ano, o preço da alimentação básica dos paraenses ainda continua muito alto. Em 2010, a cesta básica dos paraenses apresentou um reajuste de preço acumulado de 10,65%, quase o dobro da inflação oficial calculada pelo IPCA/IBGE (5,91%) para o mesmo período.

Este reajuste acumulado em 2010 é o terceiro maior da década, só perdendo para o verificado em 2002 e 2007. Ano passado, a maioria dos produtos que compõem a cesta básica dos paraenses apresentou alta de preços.

As mais expressivas ocorreram nos seguintes produtos: feijão, com alta de 90%; farinha de mandioca, com um crescimento de 33,96%; carne bovina, com 31,24%; açúcar, com 24,66%; banana, com 12,65%; leite, com 5,48%; e pão, com 4,42%.

No mesmo período, alguns produtos da cesta apresentaram recuo de preços. A maior redução foi registrada no tomate, com queda de 29,56%.

Estimativa - A pesquisa mostra ainda que, com base no maior custo apurado para a cesta básica nacional e levando em consideração o preceito Constitucional, que estabelece que o salário mínimo deva ser suficiente para alimentar o trabalhador e sua família, suprindo suas necessidades com alimentação, educação, moradia, saúde, vestuário, higiene, transporte, lazer e previdência, o Dieese estima, mensalmente, o valor do salário mínimo necessário.

No mês de dezembro, o salário mínimo oficial foi de R$ 510, mas o necessário para atender os preceitos constitucionais para uma família deveria ter sido de R$ 2.227,53. 'Este valor é cerca de 4,3 vezes maior que o salário mínimo de R$ 510, que vigorou até 31/12/10', disse Roberto Sena, supervisor técnico do Dieese/PA.

Segundo o departamento, o valor do salário mínimo necessário é calculado de acordo com a determinação da Lei que estabeleceu os valores da Cesta Básica Nacional (decreto-lei N. 399/38) e também com base nos preceitos Constitucionais que norteiam o salário mínimo.

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